terça-feira, 18 de junho de 2013

Cineclube Sesi Portão volta em julho

O Cineclube Sesi Portão retoma suas atividades no dia 3 de julho (quarta), às 19h30, com exibição e debate sobre o filme "A Rede Social" de David Fincher. Entrada franca sempre.

Cineclube Sesi Portão apresenta: "A Rede Social" de David Fincher:

Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida social e profissional.

Serviço:
dia 03/07 (quarta)
às 19h30
no Teatro do Sesi no Portão 
(Rua Padre Leonardo Nunes, 180 – entrada pela rua lateral Rua Álvaro Vardânega)

ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Apoio: Atalante

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Cineclube Sesi: curtas de Martin Arnold

Nesta quinta-feira dia 20/06 o Cineclube Sesi apresenta uma seleção com 3 curtas do realizador austríaco Martin Arnold dando continuidade ao ciclo Cinema Experimental que contará ainda com a exibição dos trabalhos de Peter Tscherkassky (27/06).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi: curtas de Martin Arnold

Conhecido por seu estilo de montagem repetitiva, no qual constrói loopings voltando o filme para repetir ações (como se “dando um passo para frente e dois para trás”), desacelera cenas constrangedoras, e repete e remonta sequencias  e gestos compulsivamente, Martin Arnold constrói  um discurso sobre sexualidade totalmente original e discrepante da série de filmes clássicos que usou como matéria prima.

Roubado de Paulo Vitor M. Costa
1 - Pièce Touchée (1990, 16 min.)
2 - Passage à l’acte (1993, 12 min.)
3 - Alone. 
Life Wastes Andy Hardy (1998, 15 min.)

Sobre "Alone. Life Wastes Andy Hardy"
O trabalho de reescrita fílmica empreendido por Martin Arnold é impressionante. A partir de fragmentos da série Andy Hardy (1937-1958), reduzidos a unidades audiovisuais elementares, o reencenador apresenta uma comédia erótica deformada sobre um cacarejante triângulo amoroso. As idas e vindas do filme fabricam um novo idioma para Judy Garland e as repetições transformam um simples beijo em um contato interminável.
Serviço:
dia 20/06 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Apoio: Atalante

Impressões sobre “Mothlight” e “Dog Star Man” de Stan Brakhage

nadaadeclarar 
Stan Brakhage colocou em cheque, todas as minhas tentativas de definição do cinema. Em “Mothlight”, de 1963, colou diretamente na película virgem asas de mariposa, flores, formigas, folhas, raízes, lama e outros resíduos, e projetou essas coisas numa tela por 3 minutos e 26 segundos. O filme (vou arriscar chamar de filme) não era resultado de um registro, apesar de partir do real, não passou pela câmera*, nem saiu da folha em branco, como na maioria das artes plásticas (a animação inclusive). O filme de Brakhage é um enigma, um problema teórico, uma anomalia poética.
“Mothlight” me fez lembrar da fragilidade da “essência cinematográfica” (movimento e duração) ou do “específico fílmico” (enquadramentos, mise-en-scène, corte). Me fez lembrar da experiência confrontadora de “La Jetée” (1962), de Chris Marker, onde a fotonovela, e suas imagens estáticas, são redimensionadas na imposição temporal do filme, pois cada plano é dado ao nosso olhar por uma duração determinada, que diferente da fotonovela impressa, não podemos nos deter por mais ou menos tempo em cada imagem.
“La Jetée” derrubou a idéia do cinema como “arte das imagens em movimento”. “Mothlight” derrubou a idéia de “escrita com a câmera” ou “arte da mise-en-scène”. Mas o cinema insiste em aparecer neles…
Eu sempre soube que cada obra exigia do espectador um olhar. O que aprendi com “Mothlight” é que o cinema não existe. A partir de hoje só poderei falar em cinemas.
*Coisa que sempre aconteceu na animação – uma arte autônoma, independente do cinema – de Norman Mclaren, por exemplo, que pintava formas e cores diretamente na película.

 Cachorro Estrela Homem

Na torrente de imagens que seguimos nos quase 76 minutos de “Dog Star Man”, podemos tentar agarrar as bordas fragmentadas. Para que o nosso cognitivo trabalhe sobre esse terreno movediço, é preciso abandoná-lo e reencontrá-lo no fim. Desfigurado.
O meu disse o seguinte:
1 – O filme trata dos conflitos entre carne e espírito, homem e universo, céu e terra, dentro e fora, natureza e civilização, lua e sol. As eternas dualidades;
2 – O filme brinca sobre as cores, misturando-as, dissolvendo-as, recriando-as. Vermelho, azul e verde são sempre indefinições;
3 – O filme assume as distorções da imagem e anamorfizações reconfigurando corpos e sexualidades num permanente devir de formas;
4 – O filme penetra peles, pelos, nervos e vísceras, buscando a Humanidade nos seus abismos;
5 – Ao mesmo tempo que o filme realiza um movimento pra dentro (furando as carnes) ele desenha um trajeto para fora: na eterna subida do homem que nunca chega no cume da montanha;
6 – O Bebê, o Homem e a Mulher são a equipe do filme. Eles realizam sua autobiografia cósmica;
7 – A inexorabilidade do tempo é o inimigo a ser destruído;
8 – O Homem percorre uma paisagem hostil, feita de neve e árvores mortas. Ao mesmo tempo a  perspectiva percorre também uma geografia do corpo, como nas rugas hiper ampliadas do mamilo lactante (um vulcão de carne).
Miguel Haoni (ou não)
(Textos originalmente publicados em http://verobranco.wordpress.com)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cineclube Sesi: curtas de Stan Brakhage

Nesta quinta-feira dia 13/06 o Cineclube Sesi apresenta uma seleção com 13 curtas do realizador americano Stan Brakhage dando continuidade ao ciclo Cinema Experimental que contará ainda com trabalhos de Martin Arnold (20/06) e Peter Tscherkassky (27/06).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi: curtas de Stan Brakhage

Brakhage desenvolveu várias obras em diversos formatos. O artista experimentou técnicas como: o corte seco, pintar o negativo, a edição diretamente na câmera, a múltipla exposição na película, dentre muitas outras.
Stan foi um grande pesquisador e curioso nas áreas da mitologia, música, poesia e fenômenos visuais. Ainda, procurou revelar o universo em particular, explorando temas como nascimento e morte, questões de gênero, inocência e memória. São características em sua obra a desconstrução da narrativa, a exploração de texturas e a utilização do loop como recurso discursivo.
Fernando Velázquez (http://www.livecinema.com.br)
1 - Window Water Baby Moving (1959, 12 min.)
2 - Cat’s Cradle
 (1959, 6 min.)
3 - Mothlight (1963, 4 min.)
4 - Dog Star Man – Parte 3 (1964, 11 min.)
5 - Eye Myth (1967, 15 seg.)
6 - The Wold Shadow (1972, 3 min.)
7 - Night Music (1986, 30 seg.)
8 - The Dante Quartet (1987, 6 min.)
9 - I…Dreaming (1988, 8 min.)
10 - Glaze of Cathexis (1990, 3 min.)
11 - Stellar (1993, 3 min.)
12 - Black Ice (1994, 3 min.)
13 - Lovesong (2001, 11 min.)

Sobre "Window Water Baby Moving"
Entre formas e cores, um homem, uma mulher, a mulher na água, a janela que prisma a luz, o bebê. De onde vem o bebê? Brakhage tem noção que o bebê (o SEU bebê, e isso é fundamental) vem da barriga daquela mulher. Que ele está onde sua câmera não chega, mas de onde ele pôs seu(ua) sêmen(te), onde uma parte dele se cria e que, agora, sai para o mundo. E o mundo? O mundo é cruel e homens cruéis impõem seu “absoluto realismo” à todos, adultos, crianças e bebês também. Brakhage pertence a outra esfera, seu mundo é calcado no amor que sente pelas coisas e em seus olhos que enxergam como ele apenas poderia enxergar. O ato de ver com seus próprios olhos é o de formar um mundo que lhe pertença. Se o mundo de um bebê, de uma criança, é aquele que os pais criam para ele, o que Brakhage cria para sua filha, para a nossa felicidade, transborda pela câmera, do parto de um artista nasce uma obra, juntar o parto de um ser humano e o de um filme é a realidade em si. Realidade de que Brakhage ama tanto a sua filha quanto o cinema e os dois, ao se chocarem, tornam-se um só. A luz é criadora, a janela e a água refletem ela, se formam dela. O bebê se move porque é cinema.
Serviço:
dia 13/06 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Apoio: Atalante

domingo, 9 de junho de 2013

Poiésis - Caminhadas Literárias

O "Poiésis - Caminhadas Literárias" é um evento de extensão, organizado e idealizado por alunos da UFPR (membros e parceiros do Coletivo Atalante) e coordenado pelo professor Benito Rodrigues. Tal evento consiste em um conjunto de palestras ministradas por professores da mesma instituição. O objetivo principal deste evento é oferecer palestras, sobre obras literárias clássicas, à comunidade acadêmica e, especialmente, à comunidade não acadêmica. Nosso intuito é abrir as portas da universidade a todos os públicos, para assim tornar o saber acadêmico, constituído em torno do universo literário, acessível a quem de direito: o leitor! Dividido em três módulos - Grandes Narrativas, O Romance e A Poesia - este evento terá três anos de duração (2013-2015), sendo que em cada módulo (que terá um ano de duração) os organizadores optaram por dispor as palestras em uma ordem que não obedecesse à cronologia de publicação das obras (como geralmente é feito), mas sim ordená-las ao acaso (a ordem das palestras foi determinada em lances de dados, em homenagem ao poema "Um Lance de Dados Jamais Abolirá o Acaso", do poeta Mallarmé) para assim nos aproximarmos mais da experiência real de qualquer leitor, que lê antes movido por desejos e impulsos do que seguindo cronologias rígidas, dai o nome "Caminhadas Literárias", que nos sugere uma mobilidade intermitente e não vetorizada. Outro objetivo importante está atrelado à estrutura das palestras, que serão divididas em dois momentos: um destinado à uma consideração teórica e crítica sobre a obra em questão e o outro voltado à leitura de um trecho (ou trechos) da obra, ou seja, um momento de fruição, sendo que a ordem destes "momentos" será determinada por cada palestrante. O evento é gratuito e terá certificado para todos aqueles que tiverem 90% de frequência, sendo que, para estes, serão também sorteadas as obras abordadas em cada palestra, sendo este sorteio realizado no término de cada módulo.

- Local: Anfiteatro 1100 do Ed. Dom Pedro I (UFPR Reitoria), Rua General carneiro 460.
- Horário: 14h às 18h. Todas as palestras ocorrerão aos sábados.
- Inscrições (mediante documento com foto) na Secretaria do Departamento de Linguística, Letras Clássicas e Vernáculas, Rua General Carneiro 460, 11° andar, sala 1117. Vagas Limitadas (100 vagas).
- Quem não fizer questão do certificado não precisa se inscrever.
- A inscrição é por módulo, assim como a carga horária de 40h corresponde somente ao primeiro módulo.
- informações: poiesiscaminhadasliterarias@gmail.com 


Programação:

- 22/06: Os Lusíadas, com Marcelo Sandmann.
- 13/07: Fausto, com Paulo Soethe.
- 27/07: Odisseia, com Roosevelt da Rocha.
- 31/08: Metamorfoses, com Rodrigo Gonçalves.
- 14/09: Ilíada, com Bernardo Brandão.
- 21/09: Canção de Rolando, com João Arthur.
- 28/09: A Divina Comédia, com Ernani Fritoli.
- 19/10: As Tragédias de Shakespeare, com Liana Leão.
- 09/11: Teogonia, com Roosevelt da Rocha.
- 14/12: Bíblia, com Bernardo Brandão.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Oficina Nômade de Desenho entre lençóis


Domingo, 9 de Junho de 2013
Rua Celeste Santi, 90. Ahú
15 hs.

Projeto experimental prático de desenho coletivo voltado para iniciados ou não no mundo dos rabiscos. A proposta desta oficina é oferecer a experiência de desenhar junto, de perceber a cidade coletivamente. 
A oficina é gratuita e o participante é livre para levar o material que preferir. Lápis e papel são sempre bem vindos.

Nesta edição entraremos com a proposta do "entre lençóis" e trazer a oportunidade de praticar desenho de observação do corpo humano, explorando técnicas e perspectivas construídas coletivamente.



A Oficina acontecerá na sede do Água Viva Concentrado Artístico, com instruções de Adara Garbuglio e Lara Lima.

A casa é pertinho do MOM. Pra ser mais exato, duas quadras pra frente, sentido bairro. Rua Celeste Santi, 90. Ahú.

Esta edição também traz a novidade da parceria do Coletivo Atalante e Água Viva Concentrado Artístico.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cineclube Sesi: curtas de Hans Richter

Nesta quinta-feira dia 06/06 o Cineclube Sesi apresenta uma seleção com 8 curtas do realizador alemão Hans Richter abrindo o ciclo Cinema Experimental que contará ainda com trabalhos de Stan Brakhage (13/06), Martin Arnold (20/06) e Peter Tscherkassky (27/06).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi: curtas de Hans Richter

Hans Richter (Berlim, 1888-Locarno, 1976) é, nas palavras do historiador de arte Herbert Reed, "um nome que ficará para sempre ligado às origens do modernismo". Artista plástico, Richter reconheceu muito cedo que a nova técnica cinematográfica que surgia no início do século oferecia ao artista uma possibilidade única. A sua especial contribuição para o modernismo é fruto desta intuição. Foi sempre difícil descrever a arte de Hans Richter, pois ela condensa, em síntese única, a ação do pintor e do cineasta. Cronologicamente falando, o pintor é anterior ao cineasta. Foram certas experiências com a arte abstrata e geométrica pura que levaram Richter a tentar o cinema. Por volta de 1919, descobriu que os ritmos abstratos de um quadro podiam prolongar-se até quase o infinito. Não a limitando ao retângulo convencional da tela, a imagem poderia ser pintada ininterruptamente sobre rolo, tal como fizeram os chineses de outrora com as paisagens e as fábulas. Pintando destarte o rolo, restava apenas esse passo lógico: transferi-lo para uma película de celulóide e projetar o desenho numa tela em vez de o desenrolar penosamente à mão.

Aramis Millarch, Estado do Paraná, 1987

1 - Rhythmus 21 (1921, 3 min.)
2 - Rhythmus 23 (1923, 2 min.)
3 - Filmstudie (1926, 7 min.)
4 - Inflation (1927, 3 min.)
5 - Vormittagsspuk (1928, 6 min.)
6 - Rennsymphonie (1929, 7 min.)7 - Alles dreht sich, alles bewegt sich
 (1929, 3 min.)
8 - Two Pence Magic (1930, 2 min.)

Serviço:
dia 06/06 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Apoio: Atalante