quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Cineclube da Cinemateca: "A Noiva Era Ele" de Howard Hawks

O Cineclube da Cinemateca apresenta neste sábado, dia 22 de novembro, "A Noiva Era Ele" de Howard Hawks. A entrada é franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta: "A Noiva Era Ele", de Howard Hawks


O capitão Henri Rochard é um oficial francês designado para trabalhar com a tenente americana Catherine Gates. Depois de muitos acontecimentos atribulados eles se apaixonam e pretendem se casar, mas encontram dificuldades para entrar na América.

Serviço:
22 de novembro (sábado)
às 15h 
Na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cineclube Sesi: "Um Corpo que Cai" de Alfred Hitchcock

Nesta quinta-feira, dia 20, o Cineclube Sesi apresenta o filme "Um Corpo que Cai" de Alfred Hitchcock dando prosseguimento ao ciclo O cinema segundo François Truffaut que contará ainda com "Guernica" & "Noite e Neblina" de Alain Resnais (27/11).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta: 

"Um Corpo que Cai" de Alfred Hitchcock

Em São Francisco, o detetive aposentado John 'Scottie' Ferguson (James Stewart) sofre de um terrível medo de alturas. Certo dia, encontra com um antigo conhecido, dos tempos de faculdade, que pede que ele siga sua esposa, Madeleine Elster (Kim Novak). John aceita a tarefa e fica encarregado da mulher, seguindo-a por toda a cidade. Ela demonstra uma estranha atração por lugares altos, levando o detetive a enfrentar seus piores medos. Ele começa a acreditar que a mulher é louca, com possíveis tendências suicidas, quando algo estranho acontece nesta missão.

Serviço:
dia 20/11 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

domingo, 16 de novembro de 2014

WHILE THE CITY SLEEPS / 1956


(Cidade Nas Trevas/No Silêncio de Uma Cidade)

Um filme de Fritz Lang

While the City Sleeps era um dos filmes favoritos de Fritz Lang: Nas suas “confissões” a Herman Weinberg, em 1956 (“La Nuit Viennoise”), à pergunta clássica sobre as suas preferências, responde: “Pode-se perguntar a uma mãe qual dos filhos gosta mais? (...) Apesar de tudo, julgo que os meus favoritos são M, Fury, Woman in the Window, Scarlet Street e While the City Sleeps. E a Bogdanovich, no mesmo ano, que o “aperta” perguntando-lhe se acha o filme melhor que M ou Fury responde-lhe “Penso - mas só a passagem dos anos o poderá provar - que é, pelo menos, um filme tão bom com esses (...) M e Fury são filmes honestos. Penso que While the City Sleeps o é também. Acho que posso defender tudo nessas obras - ideias, etc”.

Antes de entrarmos na breve análise da obra, vale a pena recordar um facto curioso e ilustrativo das tão faladas relações entre a literatura e o cinema.

While the City Sleeps baseia-se no romance de Charles Einstein “The Bloody Spur” escrito em 1953. O escritor disse ter imaginado a perseguição no metropolitano, com base na memória da famosa sequência entre Walter Pidgeon e John Carradine, em Man Hunt. Quem se recordar desse filme verá, pois, vendo a sequência análoga de While the City Sleeps, cinema “em segunda mão”. Isto é, Lang não se imita só a si próprio, mas repete-se através de alheia visão. O cinema passou a literatura que, de novo, se volveu cinema. Nos espaços e nos tempos underground que a uma e outra são propícias.

De certo modo, e esta é uma boa maneira de começar, While the City Sleeps é um filme de repetições: o assassino é parente próximo do Peter Lorre do M, e a inscrição é também um dos leit-motiv. “Ask Mother” é o que escreve, com baton, nos espelhos das casas das suas vítimas, o que é bastante mais rico e mais complexo do que a frase do livro: “Help me for God’s sake”. Porque, dizendo a mesma coisa, reenvia ao grito original e final de cada homem desesperado, introduzindo uma vertigem que a leitura psicanalítica (que Lang aliás introduz, também, na sequência em que o assassino vê Dana Andrews na televisão) não esgota.

O papel do pequeno écran (constante temática que remota ao primeiro filme de Lang, Die Spinnen e percorre quase toda a sua obra sob forma da televisão ou do filme dentro do filme) é, uma vez mais (Liliom, Fury, Beyond a Reasonable Doubt, Spione, os vários Mabuse, Clash by Night, etc.) o revelador dos actos porque somos interpelados. O contracampo assassino - televisão com Dana Andrews, é a recapitulação mais elíptica desse momento. O acusador presente em todas as casas (“sei que um dentre os milhões que me vêem és tu”) dirige-se a John Barrymore Jr., mas nada percebe do que o leva a matar. Rever ou falar dos nossos actos é sempre reduzi-los a uma das muitas imagens possíveis.

Como em The Blue Gardenia ou Big Heat, as mulheres (a começar pela namorada do protagonista) são utilizadas como “isco”, cada uma delas em diversas instâncias. Rhonda Fleming como “isco” para o “prémio”, na luta entre James Craig (o fotógrafo) e Vincent Price (“Walter’s best friend” com “Walter’s best wife” como se diz no assombroso diálogo); Ida Lupino como “isco” para Andrews, lançado por Sanders, o homem dela; Sally Forrest como “isco” para o assassino e só um “baixo sentimento” (o ciúme) a salva de ser morta por ele. Como a Joan Bennett de Man Hunt ou a Gloria Grahame do Big Heat, cada uma é a seta (redutível a um fetiche) na luta que opõe aqueles homens e que é menos a luta contra o assassino que a luta entre eles, habitantes dum espaço fechado e compartimentado, para quem a morte e a vida contam pouco ao pé do “todo o poder no jornal” prometido por Vincent Price.

Esse espaço (o do jornal) tem bastante que ver com o de Spione (os quartos de hotel) ou com o de Secret Beyond the Door. E a incursão no mundo da imprensa (comum a tantos filmes americanos) é análoga às incursões de Lang no mundo da polícia (M, Big Heat, Fury): um colectivo donde emerge uma história pessoal que se cruza com a doutros na teia lançada em torno do móbil mais distante e mais aparente. O assassino é “mera causa ocasional daquela carpidação”. A sua pergunta fundamental (“ask mother”) escapa já a qualquer daqueles homens que não se põem perguntas e não se lembram da mãe.

Mas se While the City Sleeps (e outras comparações se podiam fazer) é uma recapitulação do mundo formal de Lang (visita às suas próprias formas) é, por outro lado, na sua construção, um dos filmes mais insólitos do autor do Dr. Mabuse. O filme centra-se (ou “descentra-se”) em torno de nove personagens que todos eles são - e não são - o protagonista e para os quais Lang reuniu o mais impressionante cast de actores de toda a sua obra: Dana Andrews, George Sanders, Thomas Mitchell, Vincent Price, James Craig, John Barrymore Jr., para os homens, Sally Forrest, Ida Lupino, Rhonda Fleming, para as mulheres. Aparentemente, o combate personifica-se em três deles: o casal Andrews-Forrest dum lado e o assassino do outro. Mas como o outro lado (o do assassino) é um esquema (frequentemente esquecido por espectadores e jornalistas), o que vem ao primeiro plano são os cruzamentos entre os outros personagens: Andrews-Lupino, Sanders-Lupino, Forrest-Fleming, Fleming-Craig e de todos com Mitchell e Price.

Essa descentração de um evidente protagonista (ao contrário do que sucedia, por exemplo, em obras congéneres como M e Fury) é feita a favor do peso da rede, dando o primado, uma vez mais, à organização, ao colectivo. Só que, em While the City Sleeps, ao contrário dos filmes em que a organização presidia a tudo (Die Spinnen, Spione, Ministry of Fear, You and Me, Cloak and Dagger, Hangmen Also Die, etc.) ela não se dissolve num anonimato ou num monstro de mil cabeças, mas reduz-se às nove personagens já citadas. Ou seja, por um lado, Lang descentra, evitando a protagonização, os leading parts, por outro reduz as linhas periféricas, habituais na sua obra, tornando-as o próprio centro e conferindo a cada linha espessura especial. Dispersa e concentra, como dispersa e concentra o espaço do filme, das ruas de Nova Iorque para os prédios, destes para os apartamentos, dos apartamentos para o espaço confinado ao jornal e decidindo, depois, tudo na sequência subterrânea do metropolitano.

Num caso como noutro, Lang não procede apenas por afunilamento ou “dilatação”, mas por complementariadade e alternância (donde, os surpreendentes raccords desta obra). Quase se poderia dizer que é um filme em sketches se todos os episódios aparentemente dispersivos não tivessem por objectivo único o querer omitir as motivações longínquas (a caça a um homem acossado, a posse de algumas mulheres) e trazer ao primeiro plano essa omissão. Sexo e crime são meios para outra guerra mais terrível: a da mesquinha compensação, através da posse do jornal, dum poder a exercer sobre um mundo que em reverso só devolve o sexo e o crime.

Não são os espaços que se afunilam, são as visões e, neste capítulo, são capitais as sequências da televisão e a do bar, Dana Andrews e Ida Lupino. O pequeno écran reduz à luta com uma imagem e uma voz intromissoras o acossamento e a solidão do assassino; no bar, Ida Lupino substitui a sedução por imagens pornográficas (ilusão em que nós e o “barman” caímos) na exibição da sua nudez infantil, fornecendo uma pista íntima, mas de origem completamente diversa da que se esperava. Daí que a primeira sequência (em que se trata de um assassino e de morte) tenha um peso violador e a segunda tenha um peso castrador, frustrando o espectador do que queria ver e funcionando como metáfora suprema do erotismo em “off”, existente ao longo de todo o filme (relação de Andrews com a namorada que se recusa a intimidades, banalização das situações de baixa mentira, ligadas ao adultério).

Num caso como noutro, a imagem só reenvia à solidão. A partir dessas sequências, podemos aperceber-nos como a construção centrípeta do filme, só para a solidão aponta também. Uma série de pessoas, com falsos cruzamentos, à procura de um momento de encontro. O único que o teve, talvez seja aquele que escreve “ask mother”. Para os outros a vida continua, tão desesperadamente só, como antes daquele fait divers. Nesse sentido While the City Sleeps é o filme mais perverso da obra de Lang. Com o seu plano mais sombrio: Vincent Price e os pinhões.


JOÃO BÉNARD DA COSTA

(Folhas da Cinemateca Portuguesa)

sábado, 15 de novembro de 2014

Cine FAP: "Meu Nome é Ninguém" de Sergio Leone

Na próxima segunda-feira, dia 17, o Cine FAP apresenta o filme "Meu Nome é Ninguém" de Sergio Leone, dando prosseguimento à mostra Faroeste. Ainda em novembro teremos "Pat Garrett & Billy The Kid" de Sam Peckinpah (dia 24).

Sempre com entrada franca!

Cine FAP apresenta: "Meu Nome é Ninguém" de Sergio Leone

De autoria da grande lenda do faroeste Sergio Leone (The God, the Bad and the Ugly), chega um bangue-bangue de arrepiar! O jovem e ambicioso pistoleiro conhecido como Ninguém (Terence Hill, de The Call Me Trinity), está de olho em seu ídolo, o Rei do Gatilho, conhecido com Jack Beauregard (Henry Fonda, de Era Uma Vez no Oeste / Once Upon a Time in the West) que já pensa em se aposentar. Decidido a evitar que seu herói deixe o cano de revólver esfriar, ele lhe prepara uma emboscada com os piores bandidos do oeste, apenas para vê-lo em ação pela última vez, o que resulta em um desfecho memorável, que se tornou um dos finais mais famosos em comédias de ação!

Serviço:
dia 17/11 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cineclube Sesi da Casa: "No Silêncio de Uma Cidade" de Fritz Lang

Neste domingo, dia 16, às 15h, O Cineclube Sesi da Casa apresenta  "No Silêncio de Uma Cidade" de Fritz Lang, dando sequência ao ciclo O cinema hollywoodiano dos anos 50 que contará ainda com "Amor na Tarde" de Billy Wilder (23/11) e "Amargo Triunfo" de Nicholas Ray (30/11).
Sempre com entrada franca (e a partir deste mês sempre às 15 horas)!

Cineclube Sesi da Casa apresenta: 
"No Silêncio de Uma Cidade" de Fritz Lang 

A morte do magnata da mídia Amos Kyne provoca uma disputa de poder nas suas empresas. Ao mesmo tempo, Nova Iorque sofre com os ataques de um serial killer de mulheres. Edward Mobley precisa capturar o assassino, evitar que as empresas Kyne caiam em mãos erradas e ainda tentar salvar seu relacionamento do fim.
 
Serviço:
dia 16/11 (domingo)
às 15h
no Sesi Heitor Stockler de França 
(Avenida Marechal Floriano Peixoto, 458, Centro)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Minicurso de história do cinema: O cinema moderno italiano

Dando prosseguimento aos minicursos mensais de história do cinema, o Sesi oferece nos dias 26 e 27 de novembro (quarta e quinta) das 14 às 18 horasno Sesi Heitor Stockler de França, minicurso sobre o Cinema moderno italiano.
Ministrados pelo cineclubista Miguel Haoni, do Coletivo Atalante, os mini-cursos têm carga horária de 8 horas, inscrições gratuitas e vagas limitadas. 

O filme de autor na Itália
Após o desgaste do modelo neorrealista, no início dos anos 1950, os cineastas afiliados sob esta bandeira seguiram rumo a seus próprios estilos e interesses pessoais. A tradição da ópera, a incomunicabilidade do homem contemporâneo, a crise da masculinidade entre outras questões foram matéria para os "maestros" Federico Fellini, Luchino Visconti, Michelangelo Antonioni. Num momento seguinte Bernardo Bertolucci, Pier Paolo Pasolini e Ettore Scola reencontravam a vocação política desta tradição. 
A partir de dois estudos de caso, o minicurso pretende oferecer uma pequena introdução a este imenso universo.

Unidades:
1 - Fascismo e juventude
2 - A incomunicabilidade

Referências:
1 - FELLINI, Federico. Fazer um Filme. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.
2 - "A Moça com a Valise". Valerio Zurlini. 1961. ITA. p&b. 114 min.

Serviço: 
dia 26 e 27 de novembro (quarta e quinta)
das 14 às 18 horas
no Sesi Heitor Stockler de França 
(Avenida Marechal Floriano Peixoto, 458, Centro)

Inscrições gratuitas na hora e local do minicurso 
(preenchidas por ordem de chegada)
VAGAS LIMITADAS

Realização: Sesi (http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Cineclube Sesi: "Scarface, A Vergonha de uma Nação" de Howard Hawks

Nesta quinta-feira, dia 13, o Cineclube Sesi apresenta o filme "Scarface, a Vergonha de Uma Nação" de Howard Hawks dando prosseguimento ao ciclo O cinema segundo François Truffaut que contará ainda com  "Um Corpo que Cai" de Alfred Hitchcock (20/11) e "Guernica" & "Noite e Neblina" de Alain Resnais (27/11).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta: 
"Scarface, a Vergonha de Uma Nação" de Howard Hawks


Na Chicago dos anos 20, um gângster (Paul Muni) mata um rival do seu chefe e rapidamente ganha destaque dentro da quadrilha. Ele espera o momento exato para assassinar seu chefe e se tornar o novo líder do bando, mas o fato de sua irmã (Ann Dvorak), por quem ele sente uma paixão incestuosa, estar envolvida com seu homem de confiança (George Raft) o deixa totalmente abalado. Este fato gerará trágicas conseqüências.

Serviço:
dia 13/11 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)